Sinto que não sou ouvida. Há uma constante sensação de que minhas escolhas são julgadas como erradas, precipitadas, como se fossem fruto de impulsividade, como se eu não pensasse nas coisas! Mas eu penso, do meu jeito e reflito elas antes (na maioria das vezes). Eu demoro a externar as coisas, sentimentos e isso gera essa sensação constante.
Escuto que esqueço coisas, que não ajo como "deveria", como se houvesse um manual universal para ser seguido e eu estivesse sempre desviando dele.
Essa percepção me pesa, porque é como se o que eu sou não fosse suficiente, como se minha forma de ver e viver o mundo precisasse ser ajustada para caber nas expectativas dos outros. Mas, com o tempo, percebi que não posso – e não quero – carregar esse peso.
Não quero me moldar para agradar, para ser validada. Essa sou eu. E eu não vou mudar quem sou para atender ao que esperam.
