Hoje encontrei minha versão mais jovem para um café. Ela chegou 15 minutos atrasada, eu cheguei 15 minutos adiantada. Ela pediu um Frappuccino de chocolate, eu pedi um café.
Ela falou sobre como mudanças a assustam, como tem medo de perder pessoas e não saber lidar com isso. Eu contei que, no fim, algumas amizades se foram, outras ficaram, e que, mesmo com os tropeços, aprendemos a seguir em frente.
Disse que quer fazer Psicologia, mas que ontem queria Cinema e, semana passada, talvez Jornalismo. Eu contei que escolhi Design Gráfico, que me encontrei na criação e que hoje trabalho com isso.
Me perguntou se já viajei para o exterior, se finalmente fiz intercâmbio. Eu sorri, disse que não, mas ainda assim contei sobre os lugares que conheci, inclusive sobre países como Argentina e Chile, e também sobre as aventuras que vivi e como cada uma delas me transformou.
Falou sobre medo, sobre as incertezas de crescer. Eu disse que, no fim, tudo se ajeita—mesmo que de formas inesperadas. Nos despedimos com a promessa de nos encontrarmos novamente. Talvez para um café, talvez apenas em lembranças.
