Sozinha e... Sem show

 Eu estava ansiosa por esse show há meses. Desde abril, basicamente só falava disso. Toda vez que ele perguntava quando seria, eu respondia com o maior entusiasmo. Hoje, do nada, em uma frase só, ele solta que não vai mais comigo. Simples assim.

Quer me tirar do sério? Marca algo comigo e desmarca. 

  Agora faz isso duas vezes. É óbvio que eu vou me chatear, é frustrante. Eu fico meses criando expectativa, pensando em cada detalhe. Quando algo dá errado, não parece só um balde de água fria. São dois. Um atrás do outro.

  Mas não é como se ele não pudesse pegar uma carona e ir para Goiânia. Ou até mesmo em Uberlândia. Ele já tá na cidade dele o mês inteiro! Eu sei que a perna tá doendo, mas também não é como se ele estivesse em estado grave, sem poder sair da cama.

  E mesmo que fosse... dava pra ir antes pra Uberlândia, comemorar o Dia dos Pais um dia antes, remarcar o médico. Tem jeitos. Mas na cabeça dele, simplesmente não tem. E para mim, se fosse outros meses eu não ligaria, mas tudo no mês do meu aniversário sabe? Que tem um peso especial para mim.

  A real é que eu penso em todas as possibilidades antes de alguém desistir de algo que a gente combinou. E no fundo, o que me destrói é essa sensação de que, às vezes, ele só não quer. Eu cheguei até a cogitar remarcar o meu aniversário... mas por quê? Pra depois passar por isso de novo?

  Sobre o show… não vou mais. Qual a graça? Toda a expectativa girava em torno de ir com ele. Eu já fui sozinha no Timbre antes. Foi sem graça. Monótono. O que fazia sentido era dividir aquilo com alguém.

“Mas a gente pode ir em outros shows” como se uma coisa substituísse a outra. Não substitui. E se ele precisar remarcar esses outros também? Vai ser só mais um motivo pra eu me magoar.