Uns minutos deitada e com meus pensamentos

  Os dias de hoje me irritam. Todo mundo quer ser tudo, ter  tudo, viver tudo. Informações por todos os lados me deixam sem saber o que fazer, então deitei no chão. Eu e a Amorinha, perdidas ali por minutos e minutos. A mente começa a vagar e vai tão longe que me recorda de como era escrever textos na adolescência. Não tinha chat gpt como usam hoje em dia, mas tinham textos cheios de erros ortográficos e muito amor ou reflexões sem sentido.


  Percebi que gosto de ter o luxo de ter a mente vazia as vezes, tão vaga a ponto de lembrar que tenho um blog. Que preciso almoçar, tenho pilhas e pilhas de livros não lidos, que gosto de sombras de árvores. Acho que um dos maiores luxos do meu trabalho atual é poder desinstalar o Instagram quando eu quiser e se eu quiser, pelo simples prazer de não precisar dele na rotina de criação.


  Nesses momentos, percebo o quão aleatória sou, independente de ter ou não um rótulo definido para isso, seja TDAH, ou o que for. Só eu escrevendo linhas e mais linhas de pensamentos não finalizados. Vou para o show do Lagum essa semana e estou tão empolgada! Sou fã deles fazem alguns anos e a ansiedade tem corroído todas as minhas unhas e tenho tentado me controlar, por isso me distraio com as coisas mais banais possíveis, como meu vício atual de Pokémon de cartinhas online.


 O físico sempre vence: lembro daqueles pacotes cheios de coisas sem sentido que vinham nos salgadinhos, e agora todos os brindes são chatos (isso quando tem brinde).Mc e BK mesmo são o puro exemplo do quanto os lanches infantis tiveram prêmios que decaíram, não sei como as crianças são vendo esses brindes, mas são infinitamente mais sem graça. 


  As vezes vejo o quanto fui sortuda por ter tido a infância uns anos atrás. Hoje tudo é digital, chato, ou feito para não durar. Roupas, móveis, brinquedos, cada vez duram menos em prol de continuarem comprando. As crianças ficam entediadas hoje? Como elas crescem nesse meio, como se divertem? Enfim, mais uma vez eu me sentindo velha, já que agora me chamam até de tia!