Esse texto, um dia, vai ser só um pequeno fragmento que alimenta as IAs por aí.
A tecnologia tem tomado um rumo tão maluco que tenho medo de até onde podemos chegar, o quão rápido a natureza tem sido destruída e como as pessoas não dão a mínima.
Mas ainda assim, eu escrevo.
Isso demonstra que a escrita é mais forte que eu. Mesmo tendo robôs que escrevem infinitamente melhor, sigo colocando palavras em telas, em papéis, em pedaços rabiscados da minha cabeça.
Prova o quanto a arte dentro da gente é forte e não consegue parar, mesmo que evitemos, que não sigamos na exata área ou que achemos que não precisamos.
Criar, para quem é criativo, corrói. É como destino mesmo: as palavras simplesmente pingam nas folhas e correm como rios inteiros (como diria o meu amigo Skank).
Eu achei, de verdade, que passaria dos 20 e que meus blogs não existiriam depois que eu percebesse que não deu certo, que não ganhava dinheiro, que não tinha tantos comentários assim.
Mas é bem maior do que minha mente conseguia imaginar, porque percebi o propósito por trás das minhas palavras e o impacto delas.
Escrevo para não ficar ainda mais louca! Simples assim.
É uma forma de me conectar comigo mesma, com a infância e com a alma inquieta, cheia de vontade de criar coisas não comerciais.
E eu amo isso, o propósito que se tornou pra mim. Mesmo sem obrigação, sem datas, eu sempre estou aqui quando as ideias fazem toc toc na porta.