As flores nascem em silêncio e cor,
Mas o tempo as leva sem pedir licença.
Caem pétalas ao chão com tanta dor,
Deixando no ar só a sentença
O vento carrega o perfume que resta,
Enquanto o brilho começa a faltar.
Cada beleza, enfim, se manifesta,
Mesmo sabendo que irá se apagar.
E eu vejo as flores morrerem no chão,
Como promessas que o tempo desfez.
A vida se vai em cada estação,
Mas sempre retorna, como outra vez.
Nos galhos secos, a esperança dorme,
Aguardando a chuva para despertar.
Porque até mesmo o que um dia se perde
É semente viva, pronta pra brotar.
